Cicatrizes
Graças a modernos tratamentos, é possível amenizar as cicatrizes.
A dor do corte passou, a coceira da picada do inseto ficou para trás, o ardor da queimadura faz parte do passado, as espinhas, finalmente, se foram. Mesmo assim, você é incapaz de se esquecer por completo do passado, uma vez que as cicatrizes permanecem como um registro do problema.
Não é difícil entender o processo. Toda vez que a pele sofre um dano e tem sua estrutura rompida, ela reage formando um novo tecido para encobrir a área afetada. O resultado é a cicatriz que se forma com fibras elásticas, sem a estrutura cutânea original, ou seja, sem pelos, sulcos ou poros. Por isso, fica diferente do resto da extensão da pele e vira foco de atenção.
As cicatrizes se apresentam de três maneiras: atróficas (finas e pregueadas), hipertróficas (elevadas, fibrosas, mas restritas ao local prejudicado) e do tipo quelóide (também fibrosa, mas com dimensões maiores que as do ferimento).
O modo como a sua pele reage a uma agressão depende de vários fatores:
- As peles claras cicatrizam mais rapidamente e quase nunca ficam com quelóides. Em contrapartida, as cicatrizes atróficas, comuns nesse tom de pele, tornam-se mais visíveis.
- Peles negras e orientais são alvos fáceis dos quelóides, comuns também em peles morenas.
- A ação do sol sobre a pele ferida, em processo de regeneração, deixa a cicatriz mais escura e evidente.
- Ferimentos em peles bronzeadas de sol também produzem marcas. Na formação do novo tecido, há um descontrole na estimulação de melanina da pele e a região atingida acaba tornando-se mais branca e, às vezes, mais escura.
- Para conseguir uma boa cicatrização, limpe muito bem os ferimentos logo que ocorrerem e sempre que os curativos forem trocados.
Os tipos de cicatrizes
Acne
Muitas vezes, as espinhas se vão e, em seu lugar, ficam as cicatrizes, em tons que vão do rosa-claro ao castanho ou tom de vinho. Nas peles mais claras, essas marcas podem se manifestar na forma de depressões profundas (maiores do que a extensão da espinha). Nas mais morenas, podem se transformar em quelóides.
Para cuidar do problema, a regra número um é jamais espremer uma espinha. Se você não souber fazê-lo, o poro acaba sofrendo contaminação, gerando um processo inflamatório.
Além da higienização de todos os dias, é recomendável seguir um tratamento dermatológico, afinal atualmente acne tem cura.
Na maioria das vezes utiliza-se isotretinoína via oral, sabonetes antisseborréicos, antibióticos tópicos e orais e substâncias esfoliastes, além dos clássicos retinóides (ácido retinóico, adapaleno e tazaroteno).
Os Peelings Químicos também são úteis, mas o tratamento ideal para cicatrizes de acne é o Fraxel® Laser, que promove a renovação de toda pele. As sessões são executadas com anestésico local e, em geral, deve- se fazer cinco sessões. Pode-se associar com subcisão e preenchimentos com ácido hialurônico.
A expectativa de melhora é de 50 a 70 %, quando se associam todas técnicas citadas.
Queimaduras
As queimaduras de segundo e terceiro graus podem deixar manchas claras ou escuras hipertróficas e até quelóides muito grandes. Esse é o tipo de dano que costuma atingir uma extensão considerável da pele, o que deixa a cicatriz sempre muito evidente.
Para cuidar do problema, imediatamente após o acidente recomenda-se o uso de líquidos antissépticos, antibióticos locais e por via oral e curativos com gases vaselinadas. Durante esse período, é fundamental manter-se longe do sol. Logo depois, é importantíssimo usar filtro com um alto fator de proteção por um bom tempo porque as manchas de queimaduras demoram muito a clarear.
Para as queimaduras de primeiro e segundo graus, as aplicações de ácido retinóico ajudam a uniformizar o tom da pele. Para clarear manchas muito escuras, é recomendável o uso de hidroquinona. Queimaduras extensas, que provocam a formação hipertrófica ou de quelóides, exigem infiltração de corticóides além do Dye-Laser.
A expectativa de melhora varia de acordo com o grau da queimadura.
Ferimentos e Cortes
Os ferimentos e cortes são considerados os grandes vilões na história das cicatrizes. Os mais comuns são os cortes com estilhaços de vidro no rosto (em acidentes de carro) e os resultantes do uso de lâminas. Há também a formação de pequenos grãos quando algum corpo estranho – como espinhos e metais – é introduzido na pele.
Para cuidar do problema, é preciso lavar muito bem o local com água e sabão, evitar coçar ou arrancar as casquinhas que se formam e não se expor ao sol. Assim, você minimiza os traumas na pele e previne cicatrizes muito evidentes.
Quando os cortes deixam linhas esbranquiçadas, o uso contínuo de ácido retinóico é um precioso aliado sempre associado ao bloqueador solar. O uso do Fraxel® Laser é uma excelente alternativa quando associado a uma ou duas sessões de preenchimento com ácido hialurônico.
A expectativa de melhora varia conforme a extensão da cicatriz.
Cicatrizes Cirúrgicas
Em mulheres, as mais comuns são as marcas de cesariana e as resultantes de cirurgias de mamas, que costumam deixar cicatrizes esbranquiçadas e antiestéticas.
Para cuidar do problema , prevenir-se contra quelóides e estimular a boa regeneração da pele é aconselhável o uso de placas de silicone. As linhas esbranquiçadas, de bordas acastanhadas, ou cicatrizes escuras são suavizadas com o uso continuado de ácido retinóico, capaz de igualar a tonalidade da pele. Quanto mais longo for o tempo de uso, melhor será o resultado no clareamento.
Um cuidado importante é o uso obrigatório de filtro solar fator 30 sempre que a área estiver exposta à luz solar. O uso do Fraxel® Laser também é um excelente aliado.
Em áreas esbranquiçadas situadas na face, na mama ou próximas às orelhas, a maquiagem definitiva pode ajudar a uniformizar o tom da pele.



